Nutrição no Crossfit

Devido ao seu caráter variável de treinos aeróbios e anaeróbios, o Crossfit promove
ganhos metabólicos consideráveis, pois contempla as três vias do metabolismo energético
para realizar as ações musculares (Jeferey, 2012).
Nesse sentido, a fim de aperfeiçoar tais benefícios, uma alimentação equilibrada em
relação a macro e micronutrientes se faz necessária. Porém, percebe-se que entre os
praticantes de exercícios de força, existe certo desconhecimento no que diz respeito à
nutrição, sobretudo em relação às necessidades diárias de micro e macronutrientes.
(Coelho e colaboradores, 2009; Carmona e colaboradores, 2013).
Os principais benefícios alcançados com a prática do CrossFit são a melhora da
capacidade máxima de oxigênio (VO2 max) e a redução da gordura corporal.
Alguns fatores metabólicos são induzidos pelo CrossFit, que quando são associados
a desequilíbrios nutricionais, podem levar a desequilíbrios funcionais e afetar na
performance física, como acidose metabólica, avaliada pelo aumento de LDH (lactato
desidrogenase) plasmática, dano muscular, avaliada pelo aumento de CK (creatina quinase)
plasmática, fadiga muscular e maior índice de lesão devido ao treinamento e déficit
nutricional. O exercício intenso pode também desencadear desequilíbrio gastrointestinal,
afetar o sistema imunológico provocando maiores infecções e lesões frequentes e provocar
deficiências nutricionais principalmente de complexo B e vitamina D.
Por esses e outros motivos, não existe uma dieta ideal a ser seguida para os
praticantes de CrossFit. Cada indivíduo é único, tem hábitos e estilo de vida e de
alimentação diferentes, e cada um irá responder, de forma diferenciada ao treinamento
submetido. Os resultados também serão diferentes tanto no que diz respeito à
performance atlética como à performance estética ou equilíbrio metabólico.
Algumas condutas nutricionais devem ser levadas em consideração na hora de
elaborar um plano alimentar para os praticantes de CrossFit como por exemplo estimular o
consumo de alimentos alcalinos para contrabalancear a acidose metabólica induzida em
cada sessão de treinamento como por exemplo a batata doce, inhame, lentilha abacaxi,
tangerina, framboesa, brócolis, ameixa umeboshi e semente de abóbora. Incluir o suco de
tomate e romã pois estes modulam a acidose metabólica quando utilizado após o exercício.
Incluir frutas, vegetais e especiarias devido serem ricos em polifenóis, anti-inflamatórios e
antioxidades que ajudam a prevenir o dano muscular induzido pelo exercício como o alho,
cebola, gengibre, frutas roxas, mirtilo, açaí, morango, jabuticaba, uvas, amora…                                                                                                                                                Incluir na dieta probióticos e prebióticos para corrigir o dano intestinal induzido pelo
exercício e melhora a absorção de nutrientes.
Suplementar em alguns casos pré-workouts, beta alanina, creatina, proteínas
vegana, carboidratos de baixo índice glicemico, spirulina como estratégias para melhorar a
performance e resistência entre os praticantes de atividade físicas.
Avaliar através de exames clínicos a dosagem da vitamina D pois ela que dá suporte
ao sistema imunológico e também modula o dano muscular induzido pelo exercício e avaliar
as vitaminas do complexo B e Coenzima Q10 que são altamente utilizadas durante os
processos de produção de energia.
Com todas essas informações vimos que a nutrição aliada a um plano alimentar
pensado de forma individualizada pode trazer muitos benefícios aos praticantes de CrossFit
no que diz respeito a melhora da performance, a conquista do peso ideal e a uma boa
qualidade de vida. Por isso, procure um bom profissional Nutricionista para lhe ajudar a
elaborar um plano alimentar baseado nas suas necessidades fisiológicas para um bom
equilíbrio metabólico.
Elisa Lerch – Nutricionista Clínica Funcional

 

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